Após a realizar a oração de Eid al-Fitr, que marca o fim do mês de jejum, o Ramadã, o aiatolá Khamenei começou seu sermão com louvor a Deus e salientou a importância deste dia para a comunidade muçulmana. Aiatolá Khamenei destacou as Passeatas populares que tiveram lugar na sexta-feira em todo o país para marcar o Dia Mundial de Al-Quds.
“A luta pela libertação da Palestina é uma luta islâmica e abrangente. É uma obrigação dos muçulmanos em fazer continuar com esta luta em voz alta, em qualquer lugar do mundo e de qualquer maneira", sublinhou o líder da Revolução Islâmica, o aiatolá Seyed Ali Khamenei.
Como foi dito, essas mobilizações significava que "o povo iraniano se mostra que perante os inimigos está disposto a reavivar a causa palestina", apesar de alguns regimes árabes da região que estão "traindo os palestinos.”.
A última sexta-feira do Ramadã, milhões de muçulmanos mobilizaram em toda a parte do mundo para marcar o dia mundial da Al-Quds, um evento que foi declarado em 1979 pelo fundador da República islâmica do Irã, Imam Khomeini (que descansa em Paz) para unificar o mundo islâmico e mostrar sua solidariedade eterna com a nação palestina.
Em outro momento de seu sermão, o líder iraniano lamentou que o Eid al-Fitr se tornou um momento de dor em algumas cidades do mundo, especialmente na capital iraquiana de Bagdá, onde o grupo terrorista de Daesh em árabe, fez no domingo um atentado suicida que deixou mais de 250 mortos.
Hoje, centenas de famílias iraquianas estão chorando pela morte de seus entes queridos mortos no domingo em um ataque que os principais responsáveis são EUA, Reino Unido e o regime israelense, acrescentou o Líder, e condenou também outras práticas terroristas recentemente registadas na Turquia e Bangladesh.
Nesta linha, culpou todo o conflito que queima na Síria, Iraque e Iêmen pelos esforços intervencionistas de superpotências, a fim de fazer-nos esquecer da questão palestina e, assim, beneficiar do regime em Tel Aviv.
Aiatolá Khamenei, alertou que o inimigo tenta fazer com que os países muçulmanos fiquem mais envolvidos com problemas internos para desviar a atenção pelas atrocidades do regime israelense contra o povo palestino.
Dezenas de milhares de cidadãos de Teerã têm participado na oração de Eid al-Fitr, dirigida pelo líder da Revolução Islâmica, o aiatolá Seyed Ali Khamenei em 06 de julho de 2016, na qual foi igualmente criticado o belicismo e a guerra lançada pelo regime da Arábia Saudita contra o Iêmen.
"Há um ano e três meses, a nação iemenita sofre atentados", observou ele, em seguida, elogiou a força de iemenitas na marcha em massa organizada no Dia Mundial de Al-Quds, apesar dos ataques por aviões da Arábia Saudita.
Em outra parte das suas declarações, falando das questões internas, insistiram em averiguara as remunerações milionárias recebidas por certas dirigentes e titulares iranianos. "Uma das mais importantes questões internas do dia, é os bônus elevados (...) que constituem um pecado e uma prática ilegal. Eles têm que devolver esses salários e fossem punidos os responsáveis por isso”, exortou.
Nos últimos dias foram divulgadas revelações a respeita as incomuns remunerações e certos presidentes dos bancos e outras instituições do estado, razão pela qual alguns dos envolvidos renunciaram a seus cargos.
A celebração do feriado de Eid al-Fitr que marca o fim do mês sagrado do Ramadã, é considerado uma das festas mais importantes do calendário islâmico.
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